domingo, 4 de novembro de 2012

É engraçado como as pessoas associam o medo a um bichinho feio que mora no escuro.
Pelo que provei dessa vida tenho que discordar piamente!
É engraçado como toda frase que começa assim não tem nada de engraçada.
E pra falar a verdade cômico mesmo é o medo se abrigar no meio dos dentes. — Marília Cadima
Sempre quis ser daquelas mulheres que não choram por nada.
Sempre quis tatuar no peito a palavra coragem pra rebater tudo que me arrastasse pro abismo.
Sempre quis ser de ferro mas esqueci-me que até mesmo isso derrete com fogo.
Mal posso fazer quando o karma é ser assim condoída. — Marília Cadima
Depois de tanto remédio pra curar meu tédio
Anunciei minha partida, atrasada, dividida.
Deixei nas cobertas o cheiro do cabelo
Nas malas carreguei desespero
Em ti despejei-me por inteiro. — Marília Cadima
Nada do que eu pudesse ter dito anteriormente faria sentido agora que abraçava a morte. As marchas fúnebres me arrepiavam e eu estava deliciada em puro êxtase e excitação. Não haviam querubins, harpas, ou neblinas o cenário era exatamente igual ao centro de São Paulo em uma madrugada gelada. Quis gritar, quem sabe alguma alma perdida me achasse…em vão. Balbuciei cantigas, deslizei sobre o asfalto irregular e descobri que a morte nada mais era que a solidão, a implacável solidão que me desnorteava enquanto me fazia dançar e despertar meu cisne adormecido. — Marília Cadima

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Era uma manhã comum como outra qualquer.Mas isso estava prestes a mudar.Era sábado e o dia estava levemente ensolarado e eu estava dormindo,quando fui acordada pelo pior telefonema que alguém pode receber.
 -Ela se matou.
Não existia mais nada no mundo.Nem som,nem cor,nem chão.O choro veio tão repentinamente que me impedia de respirar.
Eu que sempre fui cheia de mim,que sempre sabia o que fazer não tinha idéia de como seria dali pra frente.Na verdade eu ainda não sei,e já fazem 5 meses,minha força me surpreende todos os dias,embora a fraqueza quase me faça desistir as vezes.
Lembro da sua voz,do seu cheiro doce,do seu sorriso,da sua personalidade forte e incomparável.Me lembro quando as manhãs eram felizes,quando você estava ao meu lado,mas agora o que restou de tudo isso foi a saudade,uma saudade tão grande que quase me faz engasgar com meu pranto.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Saudosismo...

Eu sinto falta do sol,do seu calor que me irritava no início mas mesmo assim me enchia de vida.Sinto falta da chuva que pingava do meu nariz e me fazia cócegas.Sinto falta de rir por qualquer coisa imbecil,ou de chorar só de ver alguém chorando.Desde que você se foi eu não sei o que todas essas coisas querem dizer…Eu só quero sentir vontade de vida,aquela que eu tinha só de te ver sorrindo com sua caneca de café todas as manhãs.Vontade de fazer valer a pena.Eu sempre disse que éramos uma só e agora eu tenho certeza pois minha parte serena se foi e o pior é que ela nem mandou lembranças.Então volte pequena,venha pro lugar de onde você nunca deveria ter saído,venha morar dentro de mim de novo.


quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Indiferença.

E por mais que a ideia de amor possa assustar é impossível não amar.E não é sobre o amor clichê das comédias românticas que eu falo,é sobre o amor presente naqueles momentos de indiferença ou mesmo naquela dor que por mais que seja tão doída é um sinal de que você ainda sente algo.